Islão e Escravidão

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Antes da invasão islâmica havia a escravização dos africanos abaixo do Saara, mas a escravização era diminuta. Com a invasão árabe este processo se intensifica e ganha uma justificativa ideológica: a conversão dos pagãos ao islamismo. (…) O “escravo” se integrava ao clã, família ou cidade-estado. (…) Ele é incorporado dentro deste sistema. Ele não é nadificado na valorização de sua existência. Ele não é transformado em mercadoria ou instrumentalizado para aumentar o acúmulo de capital. Há, inclusive, o caso de um “escravo” que chegou a Rei em uma das monarquias africanas.

# Eduardo David de Oliveira in “Cosmovisão Africana no Brasil”, p. 27

Relato da Escravatura

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“Arrancado a um estado de inocência e liberdade de forma tão cruel e bárbara, e assim remetido para um estado de horror e escravatura: eis uma situação de abandono que é mais fácil imaginar do que descrever”.

Ottobah Cugoano, escravo sobrevivente, 1787