A Mulher Afro-Brasileira e a Teledramaturgia

Depois de desempenhar o papel de escrava doméstica e sexual durante o período da escravatura, a mulher negra, afro-brasileira, liberta, desempenha os meus papéis, ausentes de uma série de possibilidade de igualização face à mulher branca, e a braços com os obstáculos impostos por uma sociedade segregadora e racista.

O estereótipo de mulher sensual e sexualmente promíscua e livre de preconceitos, estereotipia herdada da escravatura, permanece vivo e revitalizado. A teledramaturgia brasileira – espaço de difícil acesso aos atores negros – reproduz essa imagem repetidamente. Atrizes com Thais Araújo ou Débora Nascimento preservam e reconstroem a imagem da mulata atrevida, sensual, despreconceituosa, de classe baixa e empregada doméstica, que preencheu o imaginário da corte e da Casa Grande e que preenchem hoje o imaginário das classes médias e médias-altas brasileiras. Esta imagem socialmente assumida e assimilada funciona como condicionante da mulher afro-brasileira, forçada a perpetuar o estereótipo.

Anúncios

One thought on “A Mulher Afro-Brasileira e a Teledramaturgia

  1. Orlando Augusto Stock diz:

    O Brasil sempre foi um país extremamente racista com os atores negros.Em todas as novelas que vi os atores negros sempre interpretaram papeis de marginais,empregados domésticos ou escravos e nunca foram protagonistas de novelas até aparecer thaís araújo.Alguns produtores de novelas deviam evoluir suas cabeças retrógadas e preconceituosas.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s