O Complexo Identitário Yorùbá-Nàgó (3)

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Enquanto os africanos de origem Bantu (Congo e Angola), trazidos para o Brasil nos primeiros anos da colonização, foram distribuídos pelas plantações dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, os negros Fon (Jeje) e Yorùbá-Nàgó chegaram no último período da escravatura e foram concentrados nas zonas urbanas em apogeu, nos estados da Bahia e Pernambuco, em particular nas capitais de Salvador e Recife. Estes grupos Nàgó começaram a estabelecer contato, aproximados pela cultura, pela língua e sobretudo pela religião. Desta forma foi possível aos negros Nàgó preservarem a sua própria identidade, ao contrários dos negros Bantu. Desta forma, a Bahia, no século XIX, foi palco da implantação e reformulação do complexo identitário Yorùbá-Nàgó, agora condensado espacialmente e em contato com nova realidade cultural. As comunidades-terreiros (egbé-àse ou ilé-àse) são o reminiscente da África e mantém viva a herança através do culto aos Òrìsà e aos ancestrais ilustres, os ègun. Em torno do espaço sagrado foram-se erguendo pequenas casas, construídas por gente ligada à egbé, numa reedificação do compound nigeriano, ou em yorùbá um agbo-ilé, um aglomerado de casas.

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