O Complexo Identitário Yorùbá-Nàgó

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A complexidade das identidades Yorùbá no próprio território que compõe o sul da Nigéria, o Togo e o Benim, encontram similitudes a partir da própria concepção mitológica da sua origem. Para todos os Yorùbá, de lés a lés do território, a sua descendência deriva de Odùduwà, progenitor(a) mitológico(a) fundador(a) de Ilé-Ifè, cidade-santa, quer se tratem de àrà-kétu, àrà-sabe, àrà-òyó, àrà-ègbá, àrà-ègbado, àrà-ìjesà, àrà-ìjebù, etc. Segundo Abraham os ànàgó constituem um grupo de Yorùbá saído de Ifè que fundou diversos povoados na província de Abéòkuta. São falantes do Yorùbá de tipo èyò, falado no antigo reino Òyó e existem outros grupos em Ifónyìn e Ilaàró.

Os Yorùbá do Dahomé, de onde descendem a maior parte dos nàgó da Bahia, são também oriundos de Ilé-Ifè, e são conhecidos por nàgó, nàgónu, ànàgónu. O sufixo nu, de língua fon, significa “pessoa”. Por arrastamento, todos os sacerdotes e sacerdotisas dos vòdún são chamados ali de ànàgónu. O próprio termo Yorùbá parece ser recente, uma vez que antes de 1853 o termo Yorùbá não estava difundido nem em voga, limitando-se a caracterizar os habitantes do reino de Òyó.

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