O Colectivo e o Religioso

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Uma das principais características das sociedades tradicionais é o seu carácter colectivo-dirigido. Nas sociedades deste tipo – típicas da pré-modernidade e reconstituídas pelos regimes ditatoriais – o sujeito não assume a sua individualidade, antes ele existe na medida em que o colectivo tem valor, a sua existência é parte constituinte de uma célula maior, a sociedade a que pertence. Essa assimilação do individual pelo colectivo é característico das comunidades religiosas. Nelas, o sujeito é uma microcélula do todo, está orientado de acordo com as suas funções e competências, definidas pela hierarquização das tarefas e responsabilidades. No seio das comunidades do Candomblé, esse colectivo joga também com a individualidade. O colectivo é a célula maior, a estrutura central, que dá coerência às individualidades que vai semi-assimilando, uma vez que os cargos são parte da existência colectiva e individual. Ogans, Ajoyes, etc., são cargos colectivos que garantem a preservação do individual. O colectivo, contudo, é a existência fundamental, é o agregador de toda a sociedade que se constitui.

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