Orgulho e Preconceito nas Religiões Tradicionais

As religiões tradicionais permanecem vítimas da sua própria antiguidade e tradicionalismo. A sua herança pré-histórica condiciona a própria sobrevivência cultural, sobrecarregadas pela luta pela preservação da sua própria identidade ao mesmo tempo que dialogam em silêncio com as religiões modernas que vão cativando os seus tradicionais fiéis, muito mais pela novidade da mensagem e pelas possibilidades de mobilidade social do que pela real crença na valorização da sua essência. Paralelamente, as religiões tradicionais cativam novos adeptos, pela sua ligação ao tradicional, ao original, à terra-mãe, à natureza, ao primitivo, ao divino pagão e original. Desse modo, os novos fiéis – que transitaram das religiões modernas para as primitivas – funcionam como fonte de renovação do orgulho pelo tradicional. São crentes novos mas conscientes, que optaram racionalmente pela adopção de um novo código religioso muito mais purista nas suas práticas e menos moralista na sua mensagem. Optaram por códigos de interpretação do real e por métodos de saudação do divino ligados à natureza originadora.Deste modo, o orgulho e o preconceito nas religiões tradicionais andam lado a lado, como duas margens de um mesmo rio.

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