samba

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O samba é universalmente conhecido não só como a expressão musical representativa do Brasil como ainda, e mais importante que isso, o samba é hoje juntamente com o Carnaval (como que se misturam num quadro representativo) a marca que melhor vende a ideia de Brasil. Os turistas que vão chegando ao Brasil ou os estrangeiros que se vão familiarizando com a «marca» que o país representa, para além da óbvia oferta de praias e do futebol, são o samba e o carnaval aquilo que referem como sinónimos do Brasil.

Contudo, o samba nem sempre foi sinónimo de Brasil, nem tão-pouco foi unanimamente aceite como tal. No início do século XX o termo “samba” era usado quase exclusivamente pelas massas populares descendentes de escravos e moradores nos bairros pobres do Rio, migrados da Bahia, primordialmente para as novas plantações de café que despontavam na capital brasileira. Samba, por essa altura, tinha ainda uma forte presença africana, marcada pela sua origem etimológica do «semba», termo africano relacionado a um toque religioso do candomblé angolano-congolês, que simultaneamente designa “umbigada”, pelo movimento de corpo na dança.

Segundo parece, a primeira vez que se registou a palavra samba, foi a 3 de Fevereiro de 1838, na Revista «O Carapuceiro», na qual o Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama, escreve contra o que chamou de “samba d’almocreve”. Durante todo o século XIX, o termo samba designava diversas formas de dança introduzidas pelos escravos ao longo de todo o território brasileiro, da mesma forma que o termo candomblé designava todas as práticas religiosas afro-provenientes.

Nesses primeiros tempos do século XX, com as transferências de escravos ou negros de jorna da Bahia para o Rio de Janeiro, o termo samba corria nas bocas desses negros como sinónimo de suas festas, onde cantavam, dançam e bebiam. Era o carácter festivo africano que lhes corria nas veias. Ao mesmo tempo, samba era também a dança, aí já no sentido original de “umbigada”. A umbigada consistia na formação de uma roda no centro da qual alguém começava a dançar e escolhia um parceiro de dança do sexo oposto. Enquanto os dois dançavam no centro da roda, produzindo um giro em torno do umbigo, os demais cantavam curtos refrões, improvisados, acompanhados pelo pandeiro, pelo chocalho e pelo prato-e-faca.

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One thought on “samba

  1. Anonymous

    yo!!manos só um produto nosso como esse pra fazer minha cabeça nego é nois truta tamos juntos ae falow.God bless you…peace.(pretha.blogspot.com)

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